Toda família deveria ter um livro de memórias

As memórias de família trazem histórias de vida que revelam grandes personagens. Biografias ao serem compartilhadas em um livro de memórias criam um encantamento, permitem um novo olhar, respeito e admiração. Quando repassamos nossas experiências aos familiares a vida ganha novo sentido, valoriza-se uma existência que parecia comum, mas depois de revelada se torna única e especial.

Aprendi isso registrando as memórias da minha mãe. Foram meses gravando seus depoimentos até que um dia sua história passou a fazer parte de um livro, revelando para a família uma biografia rica e uma figura surpreendente, que saiu de uma vida precária na roça em busca da realização do seu sonho de estudo e evolução.

Memórias, aventuras, viagens, tudo pode se tornar livro.

Relembrar fatos, viagens, pessoas, datas e acontecimentos, sem nunca ter registrado isso no decorrer da vida é uma façanha e tanto.

Mas, se aventurar nas trilhas da memória tem suas compensações. Como em uma filmadora, as imagens ficam registradas na memória aguardando apenas o “play” para reproduzir as mais antigas lembranças em todos os seus detalhes e emoções.

Foi o que aconteceu após a publicação da biografia da minha mãe. A família começou a relembrar outros acontecimentos, e hoje estamos escrevendo fatos da vida dos antepassados desde os tetravós, com suas origens, até os tempos atuais. Assim, poderemos compreender as escolhas e caminhos trilhados antes de nós e deixaremos um registro para as próximas gerações da família.

Coletando informações

O processo de coleta das informações passa a ser uma aventura estimulante. Com um roteiro básico dá para iniciar a busca de documentos, objetos e fotos; conversas com parentes mais antigos e familiares mais próximos. E o resultado pode ser surpreendente, porque muitas histórias parecem saídas de um romance.

E o importante é buscar um enfoque positivo, mesmo nos conflitos e dramas vivenciados. Quando o conteúdo for suficiente é hora de começar a escrever, ordenando as histórias como se fizessem parte de uma roda de conversas.

E, ao ver o livro…

Depois do texto pronto, outra etapa não menos envolvente é a produção do livro, quando começamos a vê-lo tomar forma. E é aí que a emoção começa a nos invadir. Ver nossa história fora da memória, concretizada, passada a limpo diante de nós, permite um olhar renovado sobre os acontecimentos, pessoas e resultados alcançados. Acontece uma grande transformação que vale mais do que anos de terapia!

E por fim, com o livro pronto, o lançamento entre familiares e amigos é uma festa que consolida a expectativa desse projeto: ver as pessoas se emocionando e compartilhando mais histórias.

Vale muito a pena. É só começar a contar!

Cida Vergueiro

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